sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O Casamento de Rachel e A Troca.

Na minha jornada de downloads para conseguir assistir pelo menos uma parte das fitas que concorrem às principais categorias do Oscar 2009, acabei meio que propositalmente esberrando em O Casamento de Rachel e A Troca. Agora vamos ao que interessa.

O Casamento de Rachel

Sinceramente, eu sempre achei a Anne Hathaway uma atriz extremamente competente (e linda), e esse O Casamento de Rachel rendeu à ela um papel que com certeza ninguém faria tão bem, tão unicamente e de forma tão consistente como a Anne.

Em alguns pontos, me lembrou Vicky Cristina Barcelona, por mais se parecer com alguma espécie de conto que você lê num livro ou uma fofoca que te contam. É como se a história fosse observada por de trás da fechadura. E a câmera tremida (entrando em contradição com VCB) apenas firma essa idéia. Apesar de com certeza o Oscar de Melhor Atriz já ser da Kate Winslet, eu torcerei pela Anne, mesmo tendo adorando a Meryl Streep em Dúvida.

Assistirei esse filme mais algumas vezes. Até porque vai demorar para aparecer outro que seja pelo menos semelhante no resultado, já que os fatores somados são usados pelo cinema underground com uma certea freqüência.

A Troca

O que mais me impressionou em A Troca foi a "mudança" de Clint Eastwood. Geralmente o cara opta por filmes de orçamento mais barato e atores que com certeza não cobram tanto assim. Aqui já é o contrário. Angelina Jolie deve cobrar um cachê daqueles, os cenários e figurino são da época das décadas de 20 e 30, então tudo é muito bonito e luxuoso, e várias locações são usadas.

A fotografia do filme é um show à parte da magnética história de Christine Collins. E Angelina Jolie deita e rola no papel dessa mulher: ela chora, grita, apanha, bate, toma banho, dá banho nos outros, cozinha, limpa, lava, passa, trabalha e ainda tem tempo para usar batom vermelho. Juntando as atitudes da personagem no filme, as atitudes da mulher que realmente viveu a história que A Troca retrata, e a sede de Angelina Jolie por um outro Oscar, resulta numa boa interpretação, mas exagerada em muitos momentos. Pena, pois as emoções contidas que Angelina já retratou em outros filmes como Gia e Garota, Interrompida foram deixadas de lado dessa vez. Em contrapartida, eu acho que isso só acrescenta à consistência do filme, ao talento da atriz e ao do diretor. Não é o melhor filme dele, mas passa longe de ser perda de tempo.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Vicky Cristina Barcelona e Dúvida.

Estou me atualizando para o Oscar 2009. Baixando os filmes, isso mesmo. Na maior cara-de-pau. Como sempre. Mas vamos lá.

Vicky Cristina Barcelona

Woody Allen continua o mesmo e não sai de forma. Filmes que na medida do possível são simples, e mais se parecem com histórias sobre desconhecidos que a gente ouve de conhecidos, ou cenas que observamos pela visão periférica. Fugindo do óbvio, mostrando belas imagens e cenas bem marcantes, Vicky Cristina Barcelona é o típico Woody Allen, e é exatamente isso que faz com que o filme seja tão espetacular.

Boa sorte para a Penélope Cruz, que está na lista de indicadas ao Oscar pela segunda vez. E nos termos do próprio Oscar, merecidamente.

Dúvida

Como já era de se esperar, Dúvida, é o tipo de filme que te deixa pensativo e com... dúvidas. Qualquer escolha que você tomar com relação ao "jogo" que o filme propõe, o diretor não te deixará sem argumentos.

É um filme extremamente consistente, que com certeza será lembrado caso abocanhe as indicações ao Oscar. Até porque, tem tudo para o ser: clima tenso marcante, diálogos marcantes, atuações marcantes e mais: final marcante. A possibilidade de você ficar boquiaberto é bem grande.

Depois desse filme aqui, Viola Davis terá a sua carreira quase que feita, com certeza. A Amy Adams está uma graça e numa interpretação bem contida e ameaçadora. Segunda indicação dela. Já Meryl Streep... bem... nem tenho o que dizer.