sábado, 31 de outubro de 2009

Blindness - Ensaio sobre a cegueira



Não sei como não falei desse filme aqui ainda. Assisti duas vezes no cinema, algumas em casa... uma adaptação animal, vi as pessoas saindo chocadas do cinema como não via há tempos. O Fernando Meirelles fez um blog com um pequeno acompanhamentodo desenvolvimento do filme, e vale muito a pena ler http://blogdeblindness.blogspot.com/ ...
Nesse eu conto também que o livro é uma experiência única, lembrando que o Saramago é um humano excepcional, aqui vai também o blog dele http://caderno.josesaramago.org/ ...
Corri atrás de todas essas coisas depois de assistir o filme, foi algo que me intrigou e me intriga até hoje, muita habilidade, muita essencia em uma obra só.

E esse vídeo vale muito à pena também http://www.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY&feature=related ...

Eu fiquei muito envolvida na obra,então não sei até onde a minha opinião é válida. Assistam e adquiram a sua própria =]


http://www.youtube.com/watch?v=azLX4jjngpY&feature=related

sábado, 24 de outubro de 2009

Garota Infernal (Jennifer's Body)


Depois de mais de um mês de estréia nos Estados Unidos, finalmente, estreiou aqui no Brasil Jennifer's Body, sob o medíocre título adaptado Garota Infernal, que não afasta o filme do que ele realmente é, mas diminui sua força de atração.

Se você for ao cinema esperando ver mais um daqueles filmes de terror feitos para adolescentes, você se decepcionará com o resultado. E caso você esteja realmente interessado em gostar desse filme, leia esse texto até o final, e siga essas dicas: 1) Jennifer's Body é um mix de humor negro com horror. Isso mesmo, horror. E para quem não sabe, terror e horror não são a mesma coisa; 2) Se você não curte sadismo, sangue e sarcasmo, pode não gostar o filme. Mas não custa tentar, né?

De qualquer forma, apesar das críticas nada construtivas de alguns, esse filme é "redondinho". Tem um roteiro enxuto e mirabolante, e Karyn Kusama se saiu muito bem na direção. Melhor do que em Aeon Flux, seu filme anterior. As atuações bem convincentes é um dos pontos altos desse filme, que conta com a bela e simpática Amanda Seyfried. Depois vem o Johnny Simmons, que mais se parece com um daqueles atores da Disney, mas isso não é motivo para se assustar, o garoto de sai bem. J. K. Simmons, deve realmente gostar da Diablo Cody, pois ele se encontra num filme dela novamente, e se saiu muito freak e hilário. Falando dela, preste atenção, pois ela faz uma ponta que dura poucos segundos, mas segundos o suficiente para sua beleza ser apreciada. E é óbvio que quem é a totally boss desse filme é a Megan Fox. A filmografia dela é pequena, mas de todos seus filmes, é nesse que ela se encontra mais bela e numa atuação tão boa e justa, que se não fosse ela, poderia ser um pouco sem graça a personagem principal.

A trilha sonora é boa, mesmo sendo repleta de emos-malas. Quem gosta, gostará, evidentemente. Há uma cena que toca Violet, da banda Hole. Me surpreendi com isso, pois entrei naquela sala de cinema aos tropeços e crente de que ouviria Jennifer's Body. De qualquer forma, essa cena é uma daquelas de lamber os beiços. Pequeno detalhe: esse filme é repleto delas.

Fora isso, existe toda aquela melancolia típica e sincera de high school lovers. Vide As Virgens Suicidas, de Sofia Coppola que você entenderá. Isso serve como um pano-de-fundo para qualquer filme que conte com adolescentes em sua história. Assim como em Juno, Diablo retrata aqui momentos dessa época que os que já passaram por ela irão se identificar, e os que estão passando se identificarão com uma precisão até mais sólida. Deve ser por isso que Juno e Jennifer's Body atraem tantos adolescentes, até mesmo aqui no Brasil, considerando o fato de que aqui a adolescência de colégio público da cidade é bem diferente da norte-americana. Isso prova como a idéia é universal e cabe a todos nós, meros humanos.

É com muita felicidade que encerro esse post, mesmo sem conseguir colocar em palavras meu entusiasmo com relação a esse filme e sua qualidade. Aí está uma das melhores opções de divertimento que poucos apreciam.


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

F.A.R.R.A. ! - Downloads lindos!

Cada dia que passa fico mais feliz por ter encontrado o F.A.R.R.A. , é um caso de amor já. Façam seus cadastros e enjoy it!


http://http://www.forum.clickgratis.com.br/farra/t-13593.html

sábado, 3 de outubro de 2009

Os Fantasmas Se Divertem (Beetle Juice)

Filmes clássicos de Sessão da Tarde sempre me voltam à lembrança, e a lembrança do filme em si, se for um daqueles que eu gosto, é de um impacto parecido com o de um piano de cauda caindo numa calçada movimentada. Esse é o caso de Os Fantasmas Se Divertem, ou simplesmente e até melhor, Beetle Juice.

Crianças de hoje em dia podem não gostar, porque 1) é mais uma obra do Tim Burton, ou seja, seu filho pode sair correndo de frente da televisão, ter pesadelos e você pode ficar meio constrangido com a tensão sexual de algumas cenas; 2) como o filme é de 1988, os efeitos especiais são ultrapassados, e por outro lado, o stop-motion não é tão comum nos dias de hoje como a computação gráfica. Por isso que gente da minha idade para cima pode se lembrar e ver e rever esse tipo de filme e se deliciar cada vez mais. Eu particulamente posso gostar bastante de filmes como A Era do Gelo, mas a minha preferência fatual é essa de bonequinhos, lua cheia, abóboras de Halloween e personagens mortos-vivos usando roupas listradas. Se tem uma coisa que eu me lembro da minha infância, é uma opinião que carrego comigo até hoje: o Michael Keaton como de Beetle Geuse é muito, mas muito mais divertido que o Michael Keaton como Batman.

Beetle Juice é ousado e pode fazer você você refletir sobre a questão dos mortos. Será que eles que nos assombram ou nós que os assombramos? Tá, isso foi estúpido. Fãs incondicionais de mortos-vivos como eu se divertem muito mais com essas coisas, definitivamente. Olha aí o resultado.

Com relação à parte técnica, tudo é magnético, aterrorizante e cômico. Quem chama a atenção mesmo é a Winona Ryder, muito jovem e longe de polêmicas que fizeram dela uma atriz menos cotada, atualmente. Grande desperdício. Michael Keaton dispensa comentários, e a Geena Davis fazendo papel de esposa do Alec Baldwin é tão convincente e simples que não há como negar talento nessa mulher, e Baldwin está em seu papel mais simpático. Soa estúpido comentar esse tipo de coisa, mas é isso mesmo. Rever esses filmes é sempre ótimo. Faz bem à saúde. As pessoas deveriam fazer mais isso, não acha?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Desconstruindo Harry


Woody Allen é um caso sério. Freud explicaria? Nem palpite eu tenho, só a dúvida. Porque depois de assistir Desconstruindo Harry, que provavelmente é a obra mais autobiográfica de Woody Allen, fica difícil não parar para refletir sobre o que esse cara pensa. As frustrações são freqüentes, assim como as prostitutas, e tudo isso à base muito antidepressivo. Tudo é complicado e tende a piorar.

A realidade é que não é difícil compreender como Woody Allen se sente. Colocar num carro um amigo, uma prostituta e um criança é o suficiente para uma conclusão pelo menos com relação aos sentimentos, e não o pensamento dele: Woody Allen é, sim, um caso sério.

E tomara que ele viva até 100 anos, no mínimo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Domicílio Conjugal

Eu sou suspeita para falar de filmes do François Truffaut. Minha paixão por ele sempre foi inexplicável, delirante e inacabável. Normalmente, falo dele com toda aquela paixão que alguns conhecem e quem procura não vê tudo o que eu disse, o que me faz julgar a pessoa como um sujeito estranho.





Assisti Domicilio Conjugal hoje, e foi aquela coisa maluca.



Não me atrevo a dizer muito sobre o filme porque vai ser muito tendencioso, mas quem nunca ousou ver nada do Truffaut(http://www.imdb.com/name/nm0000076/), essa é uma boa oportunidade.

Além da mais brilhante participação do Jean-Pierre Léaud (http://www.imdb.com/name/nm0529543/), que a gente vê crescendo com o cineasta.

(Gente, como eu gosto do cara!)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Alta Fidelidade

Alta Fidelidade, de Stephen Frears (o mesmo cara que dirigiu A Rainha), baseado no livro de Nick Hornby, escritor de Um Grande Garoto e Uma Longa Queda.

Esse aqui não é muito diferente das obras de Nick Hornby. O cara realmente gosta de falar sobre livros, filmes e música, principalmente música. John Cusack foi uma escolha perfeita para o papel de Rob, o dono da loja de discos de vinil. Dá nisso quando você coloca no mesmo filme amantes de uma mesma coisa. Lembra do Jack Black, aquele cara eu não gosto? Pois é, ele também está nesse filme. Exagerado como sempre, mas está; e dessa vez ele não me deixou tão irritado. Também temos nesse longa a participação de uma atriz chamada Iben Hjejle, numa interpretação tão, sei lá, "sólida" e ao mesmo tempo emocionante.

O filme nos apresenta um leque de opções de music lovers: desde o Indie nerd, até o metaleiro. Não sei dos outros, mas a trilha sonora do filme me empolgou, principalmente a música da The Beta Band. Fora essas fórmulas para satisfazer fãs de filmes desse tipo, temos toda a brutalidade das emoções humanas, que na realidade apenas evidenciam o desejo de um lugar ao sol, mesmo que seja um "sol pessoal". E quem não está assim?

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Drácula de Bram Stoker

De todos os filmes que vi recentemente, escolho Drácula de Bram Stoker, do Francis Ford Coppola para comentar aqui no blog. Ainda mais que há um bom tempo que não posto aqui. A força das circunstâncias tem sido maior que a minha.

Para começar, é bom afastar todas as crianças de qualquer exibição desse filme. Ele é extremamente diabólico. Fica a dica. Não vá traumatizar ninguém.

Nesse filme temos uma ótima direção de arte e bons atores no elenco. Fora o próprio diretor, que indiscutivelmente comanda muito bem qualquer situação, sempre com conteúdo e momentos marcantes.

Muito sangue, erotismo, Monica Belucci linda, Tom Waits irreconhecível, Gary Oldman bem, mas exagerado igual a Winona Ryder e a Sadie Frost. Mas será que o filme exigia isso? História complicada, enorme e bruta, amor transbordando e objetivos bem acertados são argumentos para atuações exageradas? (Minha opinião, é claro...)

Como todo bom cinéfilo, recomendo. Apesar de todo peso diabólico que chega a deixar uma sensação desconfortável, o filme é muito bom.

E se minha reação é essa, provavelmente o objetivo do Coppola era esse.

Trailer do filme:

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Candy



Candy, com o falecido Heath Ledger e uma desconhecida (para mim), Abbie Cornish, mas que está maravilhosa no filme.




Obs.: A descrição do filme no IMDB está muito legal! "Dan, um cara australiano que se apaixona por dois Doces: uma garota com o nome e a heroína." Achei honrável.






Conta história do relacionamento de Dan com Candy, desde o Paraíso até o Inferno, e do envolvimento deles com a heroína.

domingo, 15 de março de 2009

Wendy and Lucy.


Provavelmente, Wendy and Lucy é um dos filmes mais baratos que já vi. Em contrapartida, a carga dramática é muito intensa.

Michelle Williams é uma atriz no mínimo excelente, e sempre experimentando papéis diferentes e difíceis. Deve ter sido cotada para receber indicações aos prêmios importante do cinema. Indicação ao Independent Spirit Awards ela recebeu, e obviamente foi merecido. Pena que não houve nada. Todos os outros atores também estão ótimos: Wally Dalton tem uma interpretação contida mas emocionante. A cadela Lucy também dá um show, com certeza. Cachorros em filmes sempre serão chamativos.

Procure prestar atenção no personagem Andy, interpretado pelo ator John Robinson. O cara aparece bem pouco no filme, mas logo é fácil reconhecê-lo de Elefante, do Gus Van Sant.

Só tenho uma dúvida. Gostaria de saber se esse filme será exibido nos cinemas brasileiros ou lançado diretamente em DVD. Isso se chegar aqui.

Trailer: