Na minha jornada de downloads para conseguir assistir pelo menos uma parte das fitas que concorrem às principais categorias do Oscar 2009, acabei meio que propositalmente esberrando em
O Casamento de Rachel e
A Troca. Agora vamos ao que interessa.
O Casamento de Rachel
Sinceramente, eu sempre achei a Anne Hathaway uma atriz extremamente competente (e linda), e esse
O Casamento de Rachel rendeu à ela um papel que com certeza ninguém faria tão bem, tão unicamente e de forma tão consistente como a Anne.
Em alguns pontos, me lembrou
Vicky Cristina Barcelona, por mais se parecer com alguma espécie de conto que você lê num livro ou uma fofoca que te contam. É como se a história fosse observada por de trás da fechadura. E a câmera tremida (entrando em contradição com
VCB) apenas firma essa idéia. Apesar de com certeza o Oscar de Melhor Atriz já ser da Kate Winslet, eu torcerei pela Anne, mesmo tendo adorando a Meryl Streep em
Dúvida.
Assistirei esse filme mais algumas vezes. Até porque vai demorar para aparecer outro que seja pelo menos semelhante no resultado, já que os fatores somados são usados pelo cinema underground com uma certea freqüência.
A TrocaO que mais me impressionou em
A Troca foi a "mudança" de Clint Eastwood. Geralmente o cara

opta por filmes de orçamento mais barato e atores que com certeza não cobram tanto assim. Aqui já é o contrário. Angelina Jolie deve cobrar um cachê daqueles, os cenários e figurino são da época das décadas de 20 e 30, então tudo é muito bonito e luxuoso, e várias locações são usadas.
A fotografia do filme é um show à parte da magnética história de Christine Collins. E Angelina Jolie deita e rola no papel dessa mulher: ela chora, grita, apanha, bate, toma banho, dá banho nos outros, cozinha, limpa, lava, passa, trabalha e ainda tem tempo para usar batom vermelho. Juntando as atitudes da personagem no filme, as atitudes da mulher que realmente viveu a história que
A Troca retrata, e a sede de Angelina Jolie por um outro Oscar, resulta numa boa interpretação, mas exagerada em muitos momentos. Pena, pois as emoções contidas que Angelina já retratou em outros filmes como
Gia e
Garota, Interrompida foram deixadas de lado dessa vez. Em contrapartida, eu acho que isso só acrescenta à consistência do filme, ao talento da atriz e ao do diretor. Não é o melhor filme dele, mas passa longe de ser perda de tempo.