Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Drácula de Bram Stoker

De todos os filmes que vi recentemente, escolho Drácula de Bram Stoker, do Francis Ford Coppola para comentar aqui no blog. Ainda mais que há um bom tempo que não posto aqui. A força das circunstâncias tem sido maior que a minha.

Para começar, é bom afastar todas as crianças de qualquer exibição desse filme. Ele é extremamente diabólico. Fica a dica. Não vá traumatizar ninguém.

Nesse filme temos uma ótima direção de arte e bons atores no elenco. Fora o próprio diretor, que indiscutivelmente comanda muito bem qualquer situação, sempre com conteúdo e momentos marcantes.

Muito sangue, erotismo, Monica Belucci linda, Tom Waits irreconhecível, Gary Oldman bem, mas exagerado igual a Winona Ryder e a Sadie Frost. Mas será que o filme exigia isso? História complicada, enorme e bruta, amor transbordando e objetivos bem acertados são argumentos para atuações exageradas? (Minha opinião, é claro...)

Como todo bom cinéfilo, recomendo. Apesar de todo peso diabólico que chega a deixar uma sensação desconfortável, o filme é muito bom.

E se minha reação é essa, provavelmente o objetivo do Coppola era esse.

Trailer do filme:

Domingo, 15 de Março de 2009

Wendy and Lucy.


Provavelmente, Wendy and Lucy é um dos filmes mais baratos que já vi. Em contrapartida, a carga dramática é muito intensa.

Michelle Williams é uma atriz no mínimo excelente, e sempre experimentando papéis diferentes e difíceis. Deve ter sido cotada para receber indicações aos prêmios importante do cinema. Indicação ao Independent Spirit Awards ela recebeu, e obviamente foi merecido. Pena que não houve nada. Todos os outros atores também estão ótimos: Wally Dalton tem uma interpretação contida mas emocionante. A cadela Lucy também dá um show, com certeza. Cachorros em filmes sempre serão chamativos.

Procure prestar atenção no personagem Andy, interpretado pelo ator John Robinson. O cara aparece bem pouco no filme, mas logo é fácil reconhecê-lo de Elefante, do Gus Van Sant.

Só tenho uma dúvida. Gostaria de saber se esse filme será exibido nos cinemas brasileiros ou lançado diretamente em DVD. Isso se chegar aqui.

Trailer:



Ficha técnica:
Direção:
Kelly Reichardt
Roteiro: Jonathan Raymond e Kelly Reichardt
Elenco:
Michelle Williams - Wendy
Lucy - Lucy
Will Odham - Icky
John Robinson - Andy
Walter Dalton - Segurança
Will Patton - Mecânico
Larry Fessenden - Homem no Parque
Tempo de duração: 80min.
Prêmios e indicações.
Site oficial.

Domingo, 8 de Março de 2009

Rec.

Rec é uma surpresa. Um filme barato, porém mais ambicioso que muito filme de terror que custa os olhos da cara.

Será que a Espanha se tornará um dos pólos de filmes de terror, assim como o Japão e os EUA, por exemplo? Se for, tomara que sim. Mas também que sejam filmes bons de verdade.

Para quem gosta de filmes de terror e de cinema underground, Rec é um ótimo programa. É um filme angustiante, estruturado, realista (até determinados pontos, óbviamente), curto e grosso.

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

O Casamento de Rachel e A Troca.

Na minha jornada de downloads para conseguir assistir pelo menos uma parte das fitas que concorrem às principais categorias do Oscar 2009, acabei meio que propositalmente esberrando em O Casamento de Rachel e A Troca. Agora vamos ao que interessa.

O Casamento de Rachel

Sinceramente, eu sempre achei a Anne Hathaway uma atriz extremamente competente (e linda), e esse O Casamento de Rachel rendeu à ela um papel que com certeza ninguém faria tão bem, tão unicamente e de forma tão consistente como a Anne.

Em alguns pontos, me lembrou Vicky Cristina Barcelona, por mais se parecer com alguma espécie de conto que você lê num livro ou uma fofoca que te contam. É como se a história fosse observada por de trás da fechadura. E a câmera tremida (entrando em contradição com VCB) apenas firma essa idéia. Apesar de com certeza o Oscar de Melhor Atriz já ser da Kate Winslet, eu torcerei pela Anne, mesmo tendo adorando a Meryl Streep em Dúvida.

Assistirei esse filme mais algumas vezes. Até porque vai demorar para aparecer outro que seja pelo menos semelhante no resultado, já que os fatores somados são usados pelo cinema underground com uma certea freqüência.

A Troca

O que mais me impressionou em A Troca foi a "mudança" de Clint Eastwood. Geralmente o cara opta por filmes de orçamento mais barato e atores que com certeza não cobram tanto assim. Aqui já é o contrário. Angelina Jolie deve cobrar um cachê daqueles, os cenários e figurino são da época das décadas de 20 e 30, então tudo é muito bonito e luxuoso, e várias locações são usadas.

A fotografia do filme é um show à parte da magnética história de Christine Collins. E Angelina Jolie deita e rola no papel dessa mulher: ela chora, grita, apanha, bate, toma banho, dá banho nos outros, cozinha, limpa, lava, passa, trabalha e ainda tem tempo para usar batom vermelho. Juntando as atitudes da personagem no filme, as atitudes da mulher que realmente viveu a história que A Troca retrata, e a sede de Angelina Jolie por um outro Oscar, resulta numa boa interpretação, mas exagerada em muitos momentos. Pena, pois as emoções contidas que Angelina já retratou em outros filmes como Gia e Garota, Interrompida foram deixadas de lado dessa vez. Em contrapartida, eu acho que isso só acrescenta à consistência do filme, ao talento da atriz e ao do diretor. Não é o melhor filme dele, mas passa longe de ser perda de tempo.

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Vicky Cristina Barcelona e Dúvida.

Estou me atualizando para o Oscar 2009. Baixando os filmes, isso mesmo. Na maior cara-de-pau. Como sempre. Mas vamos lá.

Vicky Cristina Barcelona

Woody Allen continua o mesmo e não sai de forma. Filmes que na medida do possível são simples, e mais se parecem com histórias sobre desconhecidos que a gente ouve de conhecidos, ou cenas que observamos pela visão periférica. Fugindo do óbvio, mostrando belas imagens e cenas bem marcantes, Vicky Cristina Barcelona é o típico Woody Allen, e é exatamente isso que faz com que o filme seja tão espetacular.

Boa sorte para a Penélope Cruz, que está na lista de indicadas ao Oscar pela segunda vez. E nos termos do próprio Oscar, merecidamente.

Dúvida

Como já era de se esperar, Dúvida, é o tipo de filme que te deixa pensativo e com... dúvidas. Qualquer escolha que você tomar com relação ao "jogo" que o filme propõe, o diretor não te deixará sem argumentos.

É um filme extremamente consistente, que com certeza será lembrado caso abocanhe as indicações ao Oscar. Até porque, tem tudo para o ser: clima tenso marcante, diálogos marcantes, atuações marcantes e mais: final marcante. A possibilidade de você ficar boquiaberto é bem grande.

Depois desse filme aqui, Viola Davis terá a sua carreira quase que feita, com certeza. A Amy Adams está uma graça e numa interpretação bem contida e ameaçadora. Segunda indicação dela. Já Meryl Streep... bem... nem tenho o que dizer.

Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Boogie Nights e Billy Elliot.

Confesso (de novo).

Estou há muito tempo sem postar aqui... Agora estou escrevendo sobre Boogie Nights - Prazer Sem Limites, do meu mais novo ídolo: Paul Thomas Anderson. Vi esse filme no dia 29/11/2008, e garanto que assim como Billy Elliot, visto por mim dia 26/12/2008, é um filme que vale a pena ter essa atenção.

Para começar, falemos de Boogie Nights.

Um dos primeiros filmes de P. T. Anderson, e é considerado um clássico cult. Não entende? Apenas assista. Cores berrantes, cenas marcantes, interpretações ótimas (Julianne Moore roubando a cena de novo) e muita psicologia, que apesar de eu não entender nada, é óbvio que está ali. É quase gritante.

Filme inesquecível, típico de Anderson, com violência, palavrões e apertos na garganta.

Para terminar, Billy Elliot.

Filme no mínimo genial, do ótimo Stephen Daldry (novamente na corrida do Oscar) e interpretação estupenda de Jamie Bell, na época apenas um garoto britânico e hoje um cara britânico.

Muito desse filme tem a ver com o anterior de Daldry, o também genial As Horas. Muitas atitudes a serem questionadas numa época em que determinados assuntos não eram tocados na hora do jantar. Excelente programa para quem gosta de ver filmes de drama e não sair da sessão com aquela típica sensação melancólica.
E a trilha sonora? Só para te deixar curioso: London Calling, do The Clash.

Eu garanto: dessas datas até hoje, não vi filmes tão bons como esses dois.

Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Mostra de Cinema Internacional de SBC

Começou a mostra, e começou com Na Natureza Selvagem, fui ontem e fiquei um tanto decepcionada com a prefeitura, e sendo o meu terceiro ano frequentando a mostra, essae foi o mais jururu, não teve apresentação, os filmes não são película, e sim dvds (aaah! Isso foi muito triste!), sem contar as baratas no teatro e a tela com muito contraste. Mas talvez asse filmes bons, e já que é de graça, talvez valha um pouquinho a pena.

A programação está nesse site :

http://www.saobernardo.sp.gov.br/comuns/pqt_container_r01.asp?srcpg=cultura_agenda&area=cultura&genero=cinema


Es tou indo neste momento assistir Sangue Negro.

O curioso caso de Benjamin Button


Não é um filme que se diga "ooh meu deus", mas é um caso curioso mesmo. Ok, a idéia tenho certeza absoluta veio daquela frase do Chaplin que ele descreve como seria se nascessemos velhinhos e morressemos bebês, se tivéssemos o conhecimeento de um cinquentão no corpo de um adolescente... mas puxou muito o romance. Desfocou um pouco a idéia. Entre outras coisas. Mas, em compensação, a maneiera clássica que o filme foi gravado é agradável.

Não sei se as pessoas entendem meu ponto de vista.

Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Irreversível

Dizem que incomoda.
Muito chocante, viu. São poucos os filmes que me fazem virar a cara pra não ver algo horrível, e esse depois de anos conseguiu.
Irreversível é francês. Lembra um pouco Amnésia, pelo jeito que é mostrado o tempo.
Não concluí ainda se gostei ou não, sei que me abalou, mas isso nem sempre caracteriza um filme bom (se tirássemos as cenas de violência e a não-linearidade, seria muito comum, o filme, mas é justamente aí que vem o ponto: o diretor(Gaspar Noé) foi sacana, sabe que qualquer historiazinha chula fica legal com um bom desenvolvimento do roteiro, e foi o que ele fez.), numa questão pessoal mesmo.

Outra coisa, e essa sim eu gostei foi a câmera nada estável, é de dar náuseas mesmo, mas ele caracteriza os sentimentos do personagem, e isso é bem difícil, podemos ver como a câmera muda durante o filme.





(volto pra por imagem)

Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Magnólia, Marte Ataca!, Adaptação, Poseidon, Corpo Fechado, A Rocha e Sommersby.

É nisso que dá quando você assiste vários filmes e tem preguiça de postar sobre eles aqui. Bem... aí vamos nós.

Magnólia.

É um dos filmes do Paul Thomas Anderson, e eu acho que essa aqui é uma das primeiras vezes em que algum de nós posta o nome do diretor, hehehe.

Mas para começar com o pé direito, me ajoelho no chão e saudo mais uma vez a deusa Julianne Moore. Não sei de onde tiraram essa mulher, mas seja lá de onde a tiraram, foi uma idéia maravilhosa. Toda vez que chover sapos, eu lembrarei dela, lembrarei desse filme maravilhoso, lembrarei da obra genial da Aimee Mann, e da interpretação surpreendente do Tom Cruise, que conseguiu me provar que é mais do que mais um rostinho hollywoodiano bonito com mais de 40 anos.

Marte Ataca!

Assisti esse filme do Burton no Sbt, em uma sexta-feira, naquele "Tela de Sucessos". Na minha opinião, está longe de ser um dos melhores filmes do Burton, mas o elenco é incrível, um dos melhores de todos os seus filmes, e é claro que tem todo aquele lado bizarro e aquelas idéias beeeem colocadas ali nas entrelinhas. Vale a pena? Vale. Melhor que Sweeney Todd e parecidos? Não. Natalie Portman ali? Sim. Até parece uma ninfa, de tão linda e jovem.

Adaptação.

Eu entendi porra nenhuma no começo. É um filme bem complexo, roteiro complicado, mas no mínimo brilhante. O Nicolas Cage está daquele mesmo jeito de sempre: competente, mas não diferente de seus outros filmes. Agora, a Meryl Strepp... bem... acho que os comentários são óbvios.






Poseidon.

Domingo à noite, eu sem nada para fazer, assisti a esse filme no Sbt, e gostei. É legalzinho. Mas, sabe... é daquele jeito... catástrofe, mulheres gostosas, e um pouco de pieguisse, só para dizer que os personagens têm personalidade e uma história de vida.






Corpo Fechado.

Puta que pariu!










A Rocha.


A sorte do Nicolas Cage é que eu gosto dele. E quase que eu pego nojo do sotaque e da voz do Sean Connery. E mais: o Michael Bay me assusta.






Sommersby - O Retorno de Um Estranho.



Richard Gere e Jodie Foster num filme bacana, e que conseguiu me supreeender, mas nada de "oh, como eles são maravilhosos", até porque esse filme não tem tanta relevancia na filmografia desses atores, compreende?